• Sara Barbot

Ajudem o Peter Pan!

Hoje, mais do que nunca, o Peter Pan precisa de ajuda!

No “regresso à Terra do Nunca”, Jane, filha de Wendy perdeu a sua capacidade de brincar e fantasiar como resultado do contexto de guerra que vive onde a ameaça das bombas são uma constante. O medo e a insegurança destruíram a sua capacidade de brincar e com ele a capacidade de sonhar. Cedo pela manhã as autoridades batem à porta para levar as crianças, afastando-as da mãe que permanece no lar, e já afastadas do pai que previamente teria sido já destacado para a frente de combate. São levadas para campos de refugiados, sem os pais, sem adultos de referência, sozinhos, para sua “proteção”.

Esta cena introdutória do segundo filme de Peter Pan provocou em mim toda uma ressonância distinta da que acredito que poderia ter tido noutra fase de vida. Provavelmente até passaria despercebida. Vivemos tempos difíceis, de grandes privações e incertezas, mas em casa os abraços ainda são possíveis e os pais ainda podem ser o lugar seguro de cada criança. E respirei fundo. E abracei. A casa ainda é um lar. E sonhar é não só possível como mandatório!

Como já seria de esperar Peter Pan na busca incessante por aventuras e desafios salvou Jane resgatando a fantasia e a magia. Mas parece precisar de ajuda para restituir o brincar na vida das nossas crianças e com ele garantir o lugar para sonhar e fantasiar. Garantir o lugar da felicidade e da infância. E do bem-estar e da sanidade.

Temo que nesta nossa história o Peter Pan não seja suficiente. Parece não estar a conseguir invadir as nossas casas das brincadeiras que o caraterizam e mesmo a Sininho parece estar a perder a sua luz e magia. Já ninguém acredita na fantasia e poucos são os que valorizam o brincar. Mas o que é ser criança sem brincar? O que é ser criança sem que os sonhos, a fantasia, o faz-de-conta tome conta de uma boa parte do dia? Que mundo é este em que face a uma ameaça constante resultante duma pandemia que nos obriga a um isolamento social virando a nossa vida do avesso, prioriza o aprender sobre o brincar? O produzir sobre o sonhar?

As nossas crianças irão tornar-se adultas é certo. Mas não hoje, hoje não. Hoje irão manter-se crianças e só crescerão tanto quanto a idade lhes supõe. E irão brincar, imaginar e fazer o melhor que sabem e que tão bem lhes fica...ser crianças.

SEJA BEM-VINDO!

Este é o meu espaço pessoal onde poderá conhecer melhor a minha formação e trabalho que desenvolvo na prática clínica.

Sara Barbot

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