• Sara Barbot

O Natal não é todos os dias ...

Muitos são os pais que me questionam em consulta como deverão agir na época de Natal com os filhos. Questionam sobre a necessidade de restringir o número de presentes, a necessidade de manter as rotinas, a necessidade de reforçar os trabalhos de casa, como se algo desfavorável resultasse do usufruto desta celebração.


Bom, estou convencida que o Natal é para ser sentido e aproveitado, por quem o celebra claro. É para aproveitar e usufruir do estar junto, do partilhar e do dar e receber sejam lá afetos, sorrisos ou presentes. É para renovar o conceito de família, renovar o sentimento de união e reforçar junto de quem temos estado mais distantes da importância que possuem junto de nós.


Acabar com a fantasia do Pai Natal? Restringir os presentes dos familiares às crianças? Limitar o usufruto e convívio em prol de rotinas rigorosas?


Arriscando fortemente em contrariar os superegos que tanta voz têm tido atualmente nesta coisa da parentalidade, respondo convictamente que não, não há necessidade ou sentido em extremar os limites e as regras e fazer do Natal o bode expiatório do “bom comportamento”.


Porque na verdade o Natal não é sempre quando uma pessoa quiser e uma andorinha não faz a primavera.


Sara Barbot

Psicologa Clínica